Peruíbe


Risco a Equideocultura

22/04/2014 18:01

 

A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma doença viral crônica, causada por um vírus da família Retroviridae, gênero Lentivirus, limitada a equinos, asininos e muares. Não há cura e todo o animal infectado tem, por força da legislação sanitária, ser sacrificado.

Muito longe de estar controlada no país, é uma doença que vem preocupando técnicos e criadores que se dedicam à criação de eqüinos. Podendo causar em um futuro próximo grandes prejuízos à equideocultura como um todo.

Os principais reservatórios da enfermidade são os portadores inaparentes do vírus, principalmente em tropas que não sofrem monitoramento sorológico periódico. A transmissão é mais comum nas épocas mais quentes do ano e em regiões úmidas e pantanosas.

 

CONTAMINAÇÃO:

A transmissão ocorre por meio da picada de mutucas e das moscas dos estábulos, morcegos hematófagos, materiais contaminados com sangue infectado como agulhas, instrumentos cirúrgicos, groza dentária, sonda esofágica, aparadores de cascos, arreios, esporas e outros materiais, além da placenta, colostro e acasalamento.

 

 

SINAIS CLÍNICOS:

São brandos e inespecíficos. Os cavalos infectados podem apresentar febre de 40 a 41,1°C, hemorragias puntiformes embaixo da língua, anemia, inchaço no abdômen, redução ou perda de apetite, depressão e hemorragia nasal.

(A AIE Provoca a destruição maciça de hemácias, as células vermelhas do sangue).

 

A AIE gera embargos ao trânsito de equídeos, além de interferir nos eventos esportivos, leilões, exposições e lugares onde há grande concentração de animais.

 

É uma doença de Notificação Obrigatória. E somente o veterinário cadastrado no Ministério da Agricultura pode realizar o teste e emitir o atestado oficial.

 

MEDIDAS DE SAÚDE PÚBLICA:

Deve-se realizar o teste sorológico sempre que se for transitar com os animais seja para levar a feiras ou exposições, ou ainda na compra; Fazer a quarentena (até 60 dias) na compra de animais; Controlar os vetores visto que esta é a principal forma de transmissão; Realizar a antissepsia dos ferimentos para que o vírus não se dissemine; Desinfecção dos utensílios; Sacrifício dos positivos.

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